Cristão-espírita como luz no mundo

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Ana Cláudia, nascida em Maceió, nas Alagoas, formou-se em ciências sociais pela UFAL e fez mestrado em educação brasileira na linha "História e Política" também na UFAL. É escritora, com 5 livros já publicados, coordenadora do "Coletivo de Mulheres que Escrevem", em Alagoas, e blogueira no portal Repórter Nordeste.
Ana Cláudia, nascida em Maceió, nas Alagoas, formou-se em ciências sociais pela UFAL e fez mestrado em educação brasileira na linha “História e Política” também na UFAL. É escritora, com 5 livros já publicados, coordenadora do “Coletivo de Mulheres que Escrevem”, em Alagoas, e blogueira no portal Repórter Nordeste.

Sociologia espírita: Coluna com Ana Claudia Laurindo.

Cristão-espírita como luz no mundo

Sob os ventos de uma tempestade societária com força e propósito de abalar a estabilidade psicológica e a estima dos brasileiros que não coadunam com as políticas do presidente Bolsonaro, dentre os quais estamos nós –os espíritas progressistas–, vale recordar o fio condutor das nossas esperanças, para que não nos permitamos imiscuir demasiadamente na acidez derramada sobre a cotidianidade.

Os cristãos são portadores da Boa Nova crística! O próprio Jesus nos permitiu anunciar um projeto de libertação a este mundo que sofre, e tantas vezes, desespera; fundamentando a fé em uma moral que vence dogmas e repudia o absolutismo das tradições, porque em nome do amor supera medos.

Espíritas, lembrai-vos também da fé, na certeza de que “Deus, modelo de amor e caridade, nunca esteve inativo”, e continua operando nas causas da vida, sem nos desamparar jamais!

As lutas travadas nos campos da mentalidade demonstram um confronto de energias e interesses, que para nós, sob a custódia dos esclarecimentos já recebidos, são partes dos fenômenos naturais que entrelaçam mundos distintos, logo, envolvem espíritos em diferentes escalas de vibração. E fugindo de qualquer tentação que nos direcione à simples ideia de superioridade, consideremos que estamos reunidos neste momento histórico para contribuirmos com as causas coletivas, pela sensibilidade social que ora nos caracteriza.

Como manteremos a bandeira da paz erguida se desfalecermos na base da fé? As tristezas comuns, resultantes do sentimento de impotência diante de situações que nos escapam às mãos, sejam postas como oferendas da nossa humilde aceitação daquilo que não podemos mudar fora de nós. Olhando nos olhos de todas estas dores, nossas próprias lágrimas serão expressões de irmandade, adubando a subjetividade resistente, mas também amorosa e terna.

Importa testemunharmos a fé em ações contínuas de fortalecimento das lutas humanitárias; nos círculos das terras e das águas, nas intervenções urbanas, nos temas da diversidade racial, sexual, e cultural, sejamos elos. Nem toda resistência é rugir de forças, e a singeleza do acolhimento tem sustentado gerações de oprimidos, vazado trevas seculares e mantido a luz de esperança que desafia poderes e poderosos do mundo.

Com Cristo, com Kardec, nossas candeias iluminem estradas!

Que os nossos sentimentos não se transformem em comburentes da alegria de viver, mesmo quando o sofrimento retalha a carne. A percepção de nós mesmos como inteligências corpóreas, porque estamos encarnados, nos avisa sobre a “centelha etérea” que flameja além dos olhares, senha intransferível que recebemos no ato da criação, nos ligando ao eterno.

Longe das alienações que atrasam a jornada, e em harmoniosa posse da nossa identidade espiritual/racional, hoje cultivemos a alegria de aqui estarmos em agrupamentos virtuais de acolhimento e incentivo, contribuindo para o nosso distanciamento da escuridão. Que o Evangelho brilhe em nós!

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