A luta por um estado laico é de todos

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Nossos irmãos do candomblé e da umbanda têm sofrido sistemática e contundentemente o ódio dos religiosos fanáticos fundamentalistas e têm sido o alvo preferencial do racismo estrutural e da perseguição do estado aparelhado pelo neofascismo cristão.

Todo o apoio e solidariedade à luta de terreiros e centros em prol da liberdade religiosa e do estado verdadeiramente laico.

Não se enganem, espíritas, que suas instituições também serão, mais cedo ou mais tarde, perseguidas e vilipendiadas por esse ódio religioso que se espraia como um câncer nefasto na sociedade brasileira.

Abaixo, postagem da escritora e professora da UERJ,

Stela Guedes Caputo

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“Amigos e amigas, todos e todas nós acompanhamos estarrecidos e estarrecidas o caso recente de uma mãe, em Araçatuba, que perdeu a guarda de sua filha de 12 anos, por estar se iniciando no candomblé. Sem qualquer amparo legal, a aberração jurídica já foi revertida e mostrou, mais uma vez, como atua o racismo religioso em nosso país. Nós, do KéKeré, reunimos alguns instrumentos legais para fortalecer a nossa luta pela liberdade religiosa e contra o racismo religioso. O terreiro é UM DIREITO das crianças e pedimos o apoio dos lutadores e lutadoras antirracistas e pela liberdade religiosa nessa campanha. Professores e professoras podem usar em suas aulas em que a alteridade precise ser defendida, explicada (não precisava, mas o racismo religioso exige isso). Os terreiros podem imprimir, podem conversar com seus membros, em especial, as crianças. O terreiro é um direito da infância. Quem desejar, aqui no face, pode ajudar a compartilhar.”

Publicado no Facebook em 22 de agosto de 2020.

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