
Armada e perigosa no Natal

Esse sangue em suas mãos
Com quase duas centenas de milhar de mortes causadas pela covid-19 e pela incompetência criminosa desse (des)governo miliciano e corrupto, com desemprego em níveis históricos, com a educação destroçada, com os biomas nacionais sendo destruídos, com as terras dos povos originários tomadas pela violência do agronegócio, com tanta desgraça junta, conclui-se que não há álcool em gel suficiente para desinfetar as mãos ensanguentadas daqueles que votaram “17” em 2018.
E o que será que se passa na cabeça dos bolsoespíritas diante dessa horrenda realidade? Será que refletem sobre o mal que causaram à sociedade brasileira? Será que em suas preces pedem perdão pela grave falha moral cometida? Ou será que sua tão propalada “reforma íntima” é apenas discurso exterior e ainda pensam, com seu senso moral debilitado, em reeleger o inominável energúmeno? E como será que essa estranha gente estuda o evangelho libertador, amoroso e fraterno? Olha no que deu o espiritismo…
Publicado no Facebook em 21 de Dezembro de 2020.
Podemos desejar feliz Natal nesse 2020?
Feliz Natal.
Nessa semana de Natal que se inicia, uma reflexão proposta por Dora Incontri. ——————————- Podemos desejar feliz Natal nesse 2020? Dora Incontri Jornal GGN “Poderíamos estender indefinidamente as multidões de seres humanos do bem, que estão alinhados com a ética de Jesus. Natal de 2020. Quisera ter braços e presença para abraçar todos os que amo, os amigos próximos e distantes e mesmo os supostos adversários. Pois somos todos humanos, frágeis, nesse barco terrestre, em meio a tempestades, nevoeiros e zonas de incerteza e obscuridade. Quisera ter voz e escrita com o alcance da consolação e da esperança para todos os que estão adoecidos física ou psiquicamente com a pandemia, com o isolamento, com o empobrecimento, com a perplexidade que nos assola. Quisera ter colo para oferecer a todas as crianças do mundo, as que estão trancafiadas em casa, as que estão refugiadas, as que estão em fome e necessidades tantas… Quisera… quisera… poder anunciar aqui nesse texto notícias alvissareiras: o fim das violências contra qualquer ser humano, contra qualquer ser vivo, o cessar fogo contra a natureza que se arrebenta pela exploração, pelo desmatamento, pela terra arrasada. Quisera poder falar da queda de todos os governos que aviltam o planeta, de todos os bancos que extorquem nossas vidas, de todos os privilégios de meia dúzia de bilionários do mundo e proclamar uma sociedade fraterna, justa, igualitária, universal… de mãos unidas entre todos os povos. Quisera afinal poder desejar um feliz Natal… mas sabemos que não será feliz. Com tantas mortes, com tantos abusos, com tantas perversidades, com tantas más notícias… Será necessariamente um Natal enlutado. Mesmo assim, podemos transformá-lo numa experiência meditativa e espiritual, que nos reconforte. Como? Em primeiro lugar, conectando nossos corações com o personagem central do Natal –aquele que a civilização dita cristã diz seguir, mas está longe de compreender e aplicar sua proposta ética. Uma ética de inclusão, de amor, de perdão, de solidariedade e paz. Nessa ética, nessa mensagem, nesse exemplo está uma luz que nos mostra um caminho de solução para nossos impasses. Luz que muitos ainda consideram utópica. Tantos não conseguem nem se reconciliar com os que amam num espírito natalino, outros tantos não enxergam como possíveis caminhos para nosso planeta proposições que consideram piegas, como compaixão, fraternidade e acolhimento. Mas, sim, é essa ética que propôs Jesus que pode nos salvar do caos, da barbárie, da injustiça. Jesus, um personagem histórico que não deve estar encarcerado aos dogmas e às interpretações sectárias das igrejas, mas pode ser entendido como um ser humano, cuja transcendência, renúncia, entrega e amor continuam sendo um alta inspiração para as almas que anseiam pelo Reino da bondade nesse mundo. Desapego dos bens terrenos, reconciliação entre todos e todas, perdão irrestrito, compaixão para com os que estão em sofrimento, trabalho incessante de serviço ao próximo, mesmo com perda em interesses próprios e egoístas, lutas por causas humanitárias, ecológicas, para transformações estruturais da sociedade… eis a receita para superarmos o capitalismo, o patriarcado, a miséria e todas as mazelas do mundo. A recente encíclica do Papa Francisco ‘Fratelli Tutti’ (Todos irmãos) –finalmente um Papa que consegue falar com cristãos e não cristãos– faz um diagnóstico preciso e brilhante de todos os problemas que devastam a terra e a nossa humanidade. E apresenta justamente uma proposta de superação, com essa ética de Jesus, exemplificada por Francisco de Assis, grande inspirador das ideais de Francisco de Roma. Que posso dizer então, nesse texto natalino? Ressaltar que em meio à avalanche de notícias pesadas que tivemos em 2020, foi publicada uma encíclica luminosa como essa, tivemos muitas lideranças no Brasil e no mundo na resistência contra o retrocesso da liberdade, da ciência, do amor ao próximo. Gente que sofreu, trabalhou, se entregou, fez a diferença. Cientistas, médicos e médicas, enfermeiros e enfermeiras e pessoas da saúde em geral, lutando de corpo e alma, para combater a covid-19, para descobrir tratamentos, vacinas, ou mesmo para pegar nas mãos dos moribundos, afastados da família, para que sua morte não fosse totalmente solitária. Artistas que se viraram do avesso para sobreviver à crise, iluminando ‘lives’ de música, teatro, dança, poesia… e trazendo à nossas almas aquilo que realmente importa. Professores que se esfolaram para aprender de última hora como mexer com o Zoom ou outras plataformas, outros tentando passar alguma coisa pelo mero Whatsapp, no caso das crianças que não têm acesso a computadores. Jornalistas corajosos, que denunciaram, apontaram as calamidades, brigaram pela verdade, contra tantas ‘fake news’ que manipulam a população –mesmo enfrentando processos injustos e até ameaças de morte. Pessoas de todas as profissões, exploradas por um capitalismo selvagem, como os entregadores de comida –só para citar um dos grupos em maior evidência no momento– que não só contribuíram para manutenção do funcionamento social, mas começaram a se organizar politicamente e ganharam consciência de classe. Negros de todas as partes do planeta, mas sobretudo dos EUA e do Brasil, que apesar das violências inomináveis sofridas, não descansaram um minuto na missão de denunciar, reivindicar, lutar… #vidasnegrasimportam, encerrando o ano aqui com o emocionante filme ‘AmarElo’, do Emicida, um verdadeiro libelo pela retificação histórica dessa vergonha nacional que foi a escravidão e continua sendo o racismo entre nós. Psicólogos, terapeutas, psicanalistas –que trataram a preços módicos ou gratuitamente– as pessoas em depressão, em surto, em grandes urgências psíquicas, provocadas pela pandemia, pelos lutos complicados, pelas violências aumentadas. Poderíamos estender indefinidamente as multidões de seres humanos do bem, que estão alinhados com a ética de Jesus. Lamentamos por aqueles que não cumpriram seu dever humano, cívico, moral de cuidar, proteger, acudir, providenciar medidas que pudessem minimizar a desgraça da pandemia e ainda aprofundaram nossas dores com todo tipo de violência verbal e atos contrários à justiça e à dignidade humana. Mas resistimos. Sobrevivemos. Para mim, que tenho convicção e fortes evidências de que a vida continua depois da morte, mesmo aqueles que se foram em meio a esse caos da pandemia, seguirão conosco, trabalhando em outro plano para mudarmos esse cenário terreno. Por isso tudo, e apesar de tudo, desejo que nesse Natal, possamos ter pelo menos um pensamento de paz, uma oração sincera (para aqueles que creem) e uma vibração de amor por toda a humanidade! Publicação original: https://jornalggn.com.br/…/podemos-desejar-feliz-natal…/ Publicado no Facebook em 21 de Dezembro de 2020. Ref/Link: no corpo do textoA guerra entre a esperança de vida e o culto à morte

O deboche sobre a dor
O Brasil se aproxima rapidamente da fúnebre marca de 200 mil mortos pela covid-19 e o energúmeno miliciano, em vez de cumprir minimamente com as obrigações do cargo que ocupa, envolve-se em briguinhas políticas com governadores e prefeitos e ri da dor e do sofrimento do povo brasileiro.
Nunca houve planejamento e ação contundente desse (des)governo para superar, ou mesmo minimizar, as consequências dessa pandemia devastadora, desnudando a necropolítica em prática pela quadrilha no poder. E agora, que várias vacinas começam a estar disponíveis para uso, o genocida ri do povo e ignora o sofrimento causado às famílias por todo o país. Sua postura prevaricadora e indiferente à urgência que o tema requer revela uma personalidade doentia e inepta, de um sociopata na acepção mais objetiva do termo.
A praga do vírus, associada à do verme genocida, fez do Brasil um país de dor, sofrimento e morte.
A notícia: https://revistaforum.com.br/…/bolsonaro-gargalha-de…/
Publicado no Facebook em 09 de Dezembro de 2020.
Nunca houve planejamento e ação contundente desse (des)governo para superar, ou mesmo minimizar, as consequências dessa pandemia devastadora, desnudando a necropolítica em prática pela quadrilha no poder. E agora, que várias vacinas começam a estar disponíveis para uso, o genocida ri do povo e ignora o sofrimento causado às famílias por todo o país. Sua postura prevaricadora e indiferente à urgência que o tema requer revela uma personalidade doentia e inepta, de um sociopata na acepção mais objetiva do termo.
A praga do vírus, associada à do verme genocida, fez do Brasil um país de dor, sofrimento e morte.
A notícia: https://revistaforum.com.br/…/bolsonaro-gargalha-de…/
Publicado no Facebook em 09 de Dezembro de 2020. O velho racismo

Manifesto antirracista
O Coletivo Nacional Espíritas à esquerda apoia integralmente esse manifesto e seus membros o assinaram e colaboraram na sua redação.
Segue o texto integral publicado no blogue “Diálogos da Fé” da CartaCapital


O Coletivo Nacional Espíritas à esquerda tem reunido seus grupos regionais para dialogar, debater e estudar referências teóricas e práticas com a finalidade de implantar seu ambicioso projeto de tornar o espiritismo um movimento verdadeiramente popular.
O movimento espírita precisa romper a barreira histórica e consolidada que o separa do povo brasileiro. Imaginar um movimento espírita feito pelo povo e para o povo é um sonho que o “Espíritas à esquerda” acalenta e, para isso, tem trabalhado na sua realização.
De acordo com dados do último censo disponível (2010), os espíritas representavam cerca de 2% da população brasileira, isso significaria hoje, usando o mesmo percentual de 10 anos atrás, uma população estimada de 4,3 milhões de pessoas. E quem são esses espíritas que representam um percentual tão pequeno do povo brasileiro? Os espíritas são, comparados com populações de outras expressões da fé, pessoas com mais escolaridade e com maior média de renda familiar. Resumindo, esses pouco mais de 4 milhões de espíritas pertencem à classe média elitizada, branca, bem formada e bem alimentada.
E onde entra nessa conta espírita o povo? Apenas como “assistido” na maioria das instituições que dizem representar o movimento espírita.
Seguindo o anúncio feito por Jesus há mais de dois mil anos, que veio falar dum reino de fraternidade, igualdade e justiça social, o projeto do “Espíritas à esquerda” pretende mudar radicalmente essa triste realidade do movimento espírita. Derrubar esse muro que o separa do povo torna-se uma necessidade.
As propostas em discussão nos vários grupos estaduais foram resumidamente alinhavadas em textos já publicados nas redes sociais do “Espíritas à esquerda” e seguem abaixo listados: