O (des)governo de milicianos e corruptos, que tem na morte seu foco primacial de política pública, a necropolítica bolsonarista, renuncia a impostos, na ordem de R$ 10 bilhões por ano, de empresas que produzem e vendem agrotóxicos. Isso mesmo que você leu: empresas que envenenam os alimentos que chegam à mesa do brasileiro e destroem sua saúde ganham isenções de impostos do governo federal. Um prêmio pela morte e pela doença do brasileiro.
Para comparação, o orçamento do seu maior programa habitacional, o “Minha Casa, Minha Vida”, terá disponível para investimentos em 2020 o pífio valor de R$ 2,7 bilhões, o menor de sua história.
O orçamento total previsto para o Ministério do Meio Ambiente tocar suas ações contra os ataques ao meio ambiente nacional também será de R$ 2,7 bilhões. Isso inclui as ações contra as queimadas na Amazônia, a destruição do Pantanal e da Mata Atlântica, dentre outras importantes ações desse órgão federal.
O programa de construção de cisternas do governo federal, que leva água à população sertaneja, hoje sob responsabilidade do Ministério da Cidadania, prevê executar em 2020 o valor de R$ 129,3 milhões, sendo que, em 2019, esse valor foi de apenas R$ 67 milhões.
Ainda para comparação, o valor que o SUS (Sistema Único de Saúde) gastou com tratamento de pacientes com câncer em 2017 foi de R$ 4,7 bilhões.
Não é mais possível que a sociedade brasileira continue a suportar tamanha delinquência e necrofilia. E é inadmissível que espíritas apoiem essa catástrofe política nacional.
#ForaBolsonaro
A necropolítica em estado puro
O (des)governo de milicianos e corruptos, que tem na morte seu foco primacial de política pública, a necropolítica bolsonarista, renuncia a impostos, na ordem de R$ 10 bilhões por ano, de empresas que produzem e vendem agrotóxicos. Isso mesmo que você leu: empresas que envenenam os alimentos que chegam à mesa do brasileiro e destroem sua saúde ganham isenções de impostos do governo federal. Um prêmio pela morte e pela doença do brasileiro.
Para comparação, o orçamento do seu maior programa habitacional, o “Minha Casa, Minha Vida”, terá disponível para investimentos em 2020 o pífio valor de R$ 2,7 bilhões, o menor de sua história.
O orçamento total previsto para o Ministério do Meio Ambiente tocar suas ações contra os ataques ao meio ambiente nacional também será de R$ 2,7 bilhões. Isso inclui as ações contra as queimadas na Amazônia, a destruição do Pantanal e da Mata Atlântica, dentre outras importantes ações desse órgão federal.
O programa de construção de cisternas do governo federal, que leva água à população sertaneja, hoje sob responsabilidade do Ministério da Cidadania, prevê executar em 2020 o valor de R$ 129,3 milhões, sendo que, em 2019, esse valor foi de apenas R$ 67 milhões.
Ainda para comparação, o valor que o SUS (Sistema Único de Saúde) gastou com tratamento de pacientes com câncer em 2017 foi de R$ 4,7 bilhões.
Não é mais possível que a sociedade brasileira continue a suportar tamanha delinquência e necrofilia. E é inadmissível que espíritas apoiem essa catástrofe política nacional.
#ForaBolsonaro
Apenas uma carta
Apenas uma carta
Elton Rodrigues – Coletivo Espírita Anísio Spínola Teixeira Camaradas, irmãs e irmãos, escrevo essa carta aos que almejam uma real transformação do movimento espírita. Hoje, talvez mais agudo do que qualquer outro momento da história pós-ditadura do espiritismo brasileiro, há uma divisão entre os que defendem o status quo e os que querem mudanças significativas na sociedade. Realizando um recorte e visualizando de mais perto o grupo dos insatisfeitos veremos, nitidamente, estratificações multivariadas. Reflexões sobre como alcançar tão sonhada união entre essas estratificações é antiga, e pouco conseguimos avançar nessa área. Muitas teorias, muitos textos e poucas ações reais. Não quero ser mais um falando sobre a importância da união dos progressistas, para o freio das ideias e práticas conservadoras, sem sugerir formas para que esse objetivo seja alcançado. Gostaria de indicar sugestões para que os espíritas progressistas, dos que se localizam ao centro até aos mais radicais – na melhor interpretação da palavra, possam trabalhar juntos. 1) É necessário que haja amadurecimento intelectual de todos sobre o termo radical. Ser radical, por exemplo, não significa que este grupo deseja a luta armada. Análises superficiais, sobre a história das lutas da esquerda mundial, não ajudam em uma possível aproximação. 2) Defender a importância das eleições não significa que há passividade ou ingenuidade. Como proposta de reflexão, imaginemos o Congresso Nacional atual sem as bancadas dos partidos mais à esquerda. O estrago seria bem maior. 3) O estudo é importante, mas não podemos ficar apenas nas reflexões históricas buscando contextualizações com o tempo presente. O mundo não mudará apenas com análises. É necessária e fundamental a aproximação com o povo, com os trabalhadores urbanos e rurais! E como fazer essa aproximação?- a) Só conseguiremos abrindo espaços. O movimento deve ser nosso. Não adianta achar que depois de várias horas de trabalho, de engarrafamento, de alimentação fugaz, o povo, em grande número, terá forças para novos deslocamentos, buscando estudos aprofundados sobre a luta contra o capitalismo.
- b) Nós é que devemos buscar o povo! Favelas, mangues, ruas, onde o povo estiver, temos que estar. Apoiando, ouvindo, auxiliando no que for possível. E sem catequizar!
- c) A aproximação sempre será profícua se estiver atrelada ao afeto. Afeto verdadeiro. Acredito que esse seja o ponto mais importante.
Os vendilhões do templo
O movimento espírita conservador e interessado, bem representado por federações e grandes casas espíritas, tem-se especializado na promoção de eventos sempre pagos pelo público, desvirtuando sua finalidade primacial que é o atendimento aos que mais necessitam.
E o pior, além de preços por vezes inalcançáveis para o público em geral nesses eventos de e para a elite espírita, muitos dos afamados médiuns, palestrantes e dirigentes têm-se tornado verdadeiros mercadores da fé, usando o espaço da casa espírita para arrebanhar clientes para o seu lucrativo negócio de atendimento psicológico, terapêutico e de outras bizarras formas de atendimento, além do absurdo nicho de mercado da orientação de autoajuda –o “coach” espiritual–, fazendo da casa espírita seu local privilegiado de propaganda.
É preciso colocar o dedo nessa ferida, pois a casa espírita e suas estranhas federações são hoje local de comércio e de astúcia profissional.
O coletivo “Espíritas à esquerda” coloca como uma de suas premissas para quaisquer dos seus eventos a inscrição gratuita. E recomenda a todos que o procuram a se afastarem dessa estranha gente que ganha dinheiro em cima da miséria alheia e falando em nome do espiritismo.
Em crítico texto sobre isso, o camarada Franklin Félix faz uma reflexão sobre essa mancha que se espraia feito um carcinoma moral no âmago do movimento espírita.
Não se conseguiu identificar a autoria da imagem que acompanha essa postagem. Quem souber, favor informar para que se possa dar o crédito merecido.
A íntegra do texto de Felix está aqui.
Publicado no Facebook em 5/2/2020. O que os espíritas sabem sobre ditadura militar e sofrimento?
Nesse texto sensível da Ana Cláudia para o Repórter Nordeste, ela nos fala sobre a necessidade de se conhecer o tenebroso momento histórico vivido pelo país durante a ditadura militar e a incoerência dos bolsoespíritas em relação a esse período.
O que os espíritas sabem sobre ditadura militar e sofrimento?
Ana Claudia Laurindo Publicado originalmente em Repórter Nordeste Já falei sobre isso e volto a falar: entre todas as experiências que tive em reuniões mediúnicas, uma das mais marcantes vem de uma sequência semanal de comunicações de espíritos vitimados pelas práticas de tortura levadas adiante pelo governo do Brasil, no período reconhecido como ditadura militar. Eles eram trazidos para conversar comigo, pois naquela mesa o próprio dirigente recusava empatia a tais espíritos, costumando despejar seus próprios juízos de valor sobre a responsabilidade deles mesmos na sorte que os acolhera. Mas eu os ouvi com sensibilidade, sim. Conhecia a história, acreditava nela e acima de tudo, me solidarizava com os relatos de quem conheceu na carne que um dia vestiu, a tirania máxima da força. Muitos deles ainda não estavam em paz, apresentavam revolta e descrença, outros em estado de semi-demência se acreditavam ainda presos. A ética e a humanidade doída me impedem de relatar detalhes das torturas que lhes foram impostas, por seres que pareciam humanos, mas eram apenas soldados em uma guerra contra irmãos. Houve tortura promovida pelo estado brasileiro, que perseguiu e matou muitas pessoas por causa de escolhas políticas de caráter societário e humanitário, sim! Sou testemunha das comunicações mediúnicas de algumas destas vítimas, sim! E como cidadã brasileira e espírita, não pude jamais coadunar com as políticas de um presidente que louva o maior torturador reconhecido pela história oficial, o coronel Brilhante Ustra. […] Sigo agora, em questionamento aos nossos irmãos do meio espírita que apoiam Bolsonaro: o que vocês conhecem sobre a ditadura militar no Brasil? Aquilo que seus pais burgueses disseram, sobre um tempo de paz? O que vocês leram sobre o efeito letal dos atos institucionais emitidos pelo país no período dos governos militares? Como vocês conseguem continuar apoiando a morte de maneira tão escancarada? Já está na hora de vocês deixarem de repetir frases de efeito e mergulharem na leitura séria, para conhecerem mais sobre a verdadeira história da participação dos militares na sociedade brasileira. Espírita que não conhece contexto histórico e político do próprio país não está cumprindo a parte do ‘instruí-vos’, e talvez esta seja a razão do não alcance do ‘amai-vos’ com abrangência humanitária e universal.” Publicado no Facebook em 28/01/2020.Espiritismo não combina com armas, pena de morte, violência e discurso de ódio
Espiritismo não combina com armas, pena de morte, violência e discurso de ódio
Franklin Felix – Carta Capital
A doutrina espírita, essencialmente educativa, tem como objetivo libertar e proclamar o reino de Deus – de justiça, amor e paz – para todos.
‘Jesus respondeu: amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Toda a lei e os profetas dependem desses dois mandamentos.’ Mateus 22:34-40
É raro o dia em que não recebo – de amigos/as ou anônimos, no privado ou público – mensagens de desencanto com o movimento espírita, com dirigentes, médiuns famosos ou palestrantes popstars. São sempre depoimentos muito doloridos, relatando perseguições, censuras e até expulsões.
Uma companheira partilhou que durante o passe – prática amplamente difundida entre os espíritas e que consiste na imposição de mãos, visando promover a doação de bioenergias de um indivíduo ao outro – o passista (que é a pessoa que aplica o passe) pediu a espiritualidade que ‘livrasse a irmãzinha das influências do comunismo’. Outra companheira desabafou que foi retirada de todos os trabalhos espirituais do centro espírita (que ela ajudou fundar) por conta de suas ideias sociais e progressistas. Um casal de amigos abandonou o centro espírita depois que foram impedidos pelos dirigentes de continuarem atuando na evangelização infantil (uma espécie de catecismo) para não influenciarem as crianças ‘com essas ideias esquerdistas antidoutrinárias’. Nós mesmos fomos expulsos da rádio espírita que fazíamos programa a mais de 13 anos por dizermos que o presidente – na época candidato – era machista, racista, LGBTfóbico e violento (continuamos afirmando e agora com mais motivos).
A sensação que tenho é que todos os violentos, hipócritas, cruéis, incluindo aí os religiosos, resolveram sair, de uma só vez, dos seus armários e tumbas. Estão se sentindo empoderados.
[…]
Uma das possibilidades que a doutrina espírita apresenta para o enfrentamento da violência é a educação em suas múltiplas interfaces. O espiritismo, essencialmente educativo, tem como objetivo libertar e proclamar o reino de Deus – de justiça, amor e paz – para todos/as, mas a sua missão não poderá ser realizada em um ambiente de acomodação e ‘paz’ que só atendem a alguns poucos.
[…]
As forças progressistas dentro da doutrina espírita serão o futuro de uma doutrina livre e que cada vez mais estará integrada com o povo e suas conquistas sociais.”
Resistência espírita: território do amor que pensa

Por Ana Claudia Laurindo e 23/1/2020
A Banalidade do Mal: o que levou o cidadão comum a aderir ao Nazismo
A Banalidade do Mal: o que levou o cidadão comum a aderir ao Nazismo
Por Joel Paviotti em Iconografia da História.
O que levou o cidadão de bem a aderir ao nazismo e fechar os olhos aos absurdos que ocorreram na Alemanha, durante o governo de Adolf Hitler?

Como o conceito de banalidade do mal alterou significativamente a forma de entender como a maldade ganha força nas sociedades contemporâneas, através de indivíduos comum.
Adolf Eichmann, o homem comum que enviou milhões de judeus para encontrar com a morte em campos de concentração, aguarda sua execução no corredor da morte.
Foi através da história desse burocrata alemão, que a filosofa Hannah Arendt criou o conceito de ‘banalidade do mal’, para explicar como um cidadão comum foi capaz de cometer maldades terríveis, a partir da perda da capacidade de reflexão.
O período do nazismo na Alemanha é considerado como produtor de uma das maiores tragédias da história da humanidade. Conhecido como holocausto, o evento consistia em separação, submissão ao trabalho forçado, e extermínio de judeus em massa. Os locais escolhidos para realizar essas barbáries foram os campos de concentração. Eichmann, filho de um bibliotecário e de uma empregada doméstica, foi um dos principais responsáveis por organizar a logística e viabilizar as viagens dos vagões da morte. Em um serviço que propiciou o start para o processo de extermínio dos judeus.
Após a queda do Reich, e ocupação das tropas aliadas em Berlim, Eichmann conseguiu fugir para a Argentina, onde mudou de nome, e arrumou um emprego na Mercedes Benz. Após 15 anos vivendo na surdina da falsa identidade, foi capturado, em 1960, por uma equipe do Serviço Secreto Israelense. Levado até o Tribunal Internacional, Eichmann era tratado como um homem monstruoso, até o inicio do julgamento.
A ideia da monstruosidade do burocrata só foi desconstruída quando a Judia Hannah Arendt, que foi obrigada a se exilar nos Estados Unidos após ascensão do nazismo, foi enviada por uma revista norte-americana, para escrever sobre o processo de julgamento do alemão.
A filósofa, após ler as quase 4 mil páginas de inquérito policial e as peças de acusação e defesa, acabou se deparando com um homem terrivelmente comum. Eichmann era um pai de família exemplar, daqueles que olhava os cadernos dos filhos, que tratava a esposa com respeito e carinho, cultivava crença religiosa protestante, frequentava igreja e cumpria ordens sem questionamentos. Sua principal preocupação era executar suas funções com a maior eficiência possível. Hannah percebeu que o alemão não se considerava parte do assassinato em massa, que em sua mente o errado seria não ter realizado os atos de sua função. Durante o interrogatório, o ex-burocrata se sentia mal quando confrontado, pelas partes, que suas ações foram responsáveis pela morte de milhões de Judeus, que seu respeito às ordens do governo alemão foi responsável por levar parte significativa de um povo para câmara de gás.
Arendt foi pressionada de todos os lados para descrever Eichmann como o satanás, mas em respeito à honestidade intelectual, viu ali a oportunidade de criar um novo conceito para entender a maldade do século XX. Foi nessa ocasião que nasce um dos pontos altos de sua obra: ‘A banalidade do mal’.
Foi a partir do acompanhamento do julgamento que a filósofa teorizou que o pior mal é realizado pelo cidadão comum, o homem médio, pessoas que estão inseridas em um sistema onde a maldade é difundida por todos os lados, principalmente quando esses perderam a capacidade de reflexão crítica e a habilidade de dizer não e se indignar perante a anti-ética do sistema. Os monstros estão mais próximos de nós do que pensamos e todo homem pode reproduzir o mal sem entender o que está fazendo como um absurdo.
Os textos de Arendt, que receberam duras críticas pela comunidade internacional, foram publicados no livro ‘Eichmann em Jerusalém’, e alterou significativamente a visão da comunidade internacional sobre como os crimes contra humanidade ocorrem. A autora chegou a conclusão que o mal é difuso na sociedade, e que quando ele se banaliza, as barbaridades mais terríveis passam a ocorrer.
O conceito de banalidade do mal contribuiu para que os estados e as universidades passassem a se preocupar com o ensino reflexivo crítico, pautado nos direitos humanos e priorizassem a formação dos alunos através do ensino da maior pluralidade de ideias possível, para que eles não percam a capacidade de se indignar nas situações em que a ética humana é colocada em xeque.
O mal, se descuidado, passa de exceção para a regra, e os seus malfeitores não percebem a gravidade da maldade que estão perpetrando.
Deixar de ensinar nas escolas a pluralidade de ideias é contribuir para reforçar a banalização do mal entre nós.
P.S.: Um pouco antes do enforcamento, Eichmman enviou uma carta à corte que o julgou pedindo clemência, ele alegou que era apenas uma peça no sistema, e que os verdadeiros responsáveis pelas mortes foram os líderes do governo alemão.”
Referências:
AGUIAR, O. A. Violência e banalidade do mal. Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/…/violencia-e…/. Acesso em 10/03/2019.
ANDRADE, Marcelo. A banalidade do mal e as possibilidades da educação moral: contribuições arendtianas. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbedu/v15n43/a08v15n43.pdf. Acesso em 11/03/2019. ARENDT, Hannah. Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.Ovelhas e lobos

“Eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, pois, prudentes como as serpentes, mas simples como as pombas.” Mateus, 10, 16.
Publicado no Facebook em 19/1/2020.

