Num país distópico, numa republiqueta banan…, ops, laranjeira qualquer, havia um povo que muito se sensibilizava com vidros e equipamentos quebrados dos mais ricos, mas que naturalizava o assassinato dos oprimidos, as queimadas florestais, a fome que grassava e a injustiça social que roubava seu próprio futuro.
Nesse estranho país distópico e incoerente havia também uma estranha gente bolsoespírita que, em nome dum deus perverso, pregava o ódio, adorava torturadores e apoiava o crime organizado. Ainda bem que tudo não passa de ficção, não é mesmo?
Quase lembra uma casa muito engraçada. Quase…
Imagem: Redes sociais – Twitter
Publicado no Facebook em 22 de Novembro de 2020.
Comemorar a derrota de Trump não significa estar de olhos fechados para os problemas que os democratas sempre representaram para o mundo e, em especial, para a América Latina.
E provavelmente não será diferente com o novo presidente eleito Joe Biden e sua vice-presidenta Kamala Harris.
Mas, como afirmou Evo Morales Ayma, ex-presidente boliviano, em postagem no Twitter, “a derrota eleitoral de Trump é a derrota das políticas racistas e fascistas […] e de seus atentados desumanos contra a mãe Terra”.
Sim, é hora de comemorar a derrota do protofascismo estadunidense. Mas não se pode fechar os olhos à realidade do império do capital sobre a pobreza latina. A luta, portanto, continua
Publicado no Facebook em 07 de novembro de 2020.
Imagem: Redes sociais – Twitter
Hoje, a grande imprensa amanheceu louvando o encontro entre Luciano Huck e Sérgio Moro. E o odor fétido que exala das notas é a de que essa chapa dos sonhos do grande capital, do qual o “mainstream” jornalístico adula e faz parte, representariam, nas terras tupiniquins, o mesmo que a chapa Biden e Harris representaram nas terras do Tio Sam: a união de todos contra o fascismo e o obscurantismo.
O sincronismo do diálogo e da notícia, logo após o anúncio da vitória de Biden/Harris no Império do Norte, já mostra o grau de manipulação e oportunismo da imprensa cooptada e golpista que se enfrentará a partir de agora até 2022.
Tanto essa imprensa quanto os dois nomes citados e louvados estiveram juntos, todos, no apoio ao fascismo nacional, ao novo integralismo ridículo e anacrônico. “Nós sabemos o que vocês fizeram no verão passado”, e não se deixará isso ser esquecido, mesmo que o apresentador global apague mais fotos com seus comparsas e o ex-juizeco fascista tente se descolar de seu ex-chefe em Brasília.
Não, esses nomes velhacos e espertalhões não representam o nosso Biden, como bem argumentou Kennedy Alencar em suas redes sociais. São oportunistas baratos que apoiaram os milicianos fascistas e agora querem tirar onda de centro esclarecido.
Não haverá união possível contra o fascismo com esses nomes à frente. Até porque a luta contra o fascismo também é uma luta contra os hucks e moros que se levantaram recentemente dos esgotos da política nacional.
A única frente ampla possível na luta contra essa doença moral que se instalou no Brasil é apenas, demasiado apenas, com partidos do espectro político de esquerda.
Data: 08.11.2020
Nesse texto, publicado em setembro de 2020 pela Revista Compolítica, o autor, João Damasio, jornalista, doutorando em Ciências da Comunicação (Unisinos) e mestre em Comunicação (UFG), analisa a posição dos espíritas nas eleições presidenciais de 2018 no Brasil.
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Da caridade à cidadania em fluxos: posicionamentos espíritas nas Eleições 2018
João Damasio da Silva Neto
Revista Compolítica
RESUMO
Este trabalho analisa a circulação dos posicionamentos espíritas nas eleições presidenciais de 2018 no Brasil como indícios de uma transformação mais ampla na relação entre religião e política na sociedade em vias de midiatização. Historicamente, os espíritas se basearam no paradoxo entre laicidade e neutralidade para eleger a caridade como exercício político. O circuito-ambiente aqui analisado aponta para aberturas desse modelo na forma de uma cidadania em fluxos. Foram analisados três âmbitos (sócio-organizacional, técnico-midiático e político-discursivo) em que os posicionamentos espíritas operam: a) tentativas de neutralização política; b) expressão de motivações sociais espíritas; c) aberturas para estratégias mediadoras; e d) aberturas para fluxos adiante e táticas coletivas progressistas, correspondendo às lógicas de midiatização.
DA CARIDADE À CIDADANIA EM FLUXOS
A relação do espiritismo com a política é tão paradoxal quanto seu tensionamento originário com a ciência. Os tensionamentos com a razão e com a política são fundantes da religião que responde –ao mesmo tempo em que intriga– aos ideais positivistas da racionalidade e da laicidade. Para propor uma fé raciocinada, o espiritismo buscou afirmar uma cientificidade que sempre precisou ser mediada. Ao fixar uma moral no livre arbítrio caritativo, a doutrina se isentou de determinados entendimentos sociais e políticos ao longo do tempo. O contrassenso espírita consiste na afirmação da racionalidade da fé no campo científico e da neutralidade social no campo político.
O caso constituído para a investigação aqui relatada objetiva compreender a circulação de posicionamentos espíritas sobre temas de política, de modo a perceber como essa questão se atualiza em uma sociedade em midiatização. Entender a inserção do espiritismo nessa temática contribui com o conjunto de pesquisas na interface entre mídia, religião e política à medida em que “o número de estudos dedicados às relações entre mídia e outras religiosidades –além de católicos e protestantes– é menor” (Martino, 2016).
Nesta pesquisa, efetuamos um mapeamento sobre posicionamentos institucionais ou coletivos de espíritas publicados durante o período de agosto a outubro de 2018, que correspondeu a um período da campanha eleitoral presidencial no Brasil. Os 18 textos que compõem nosso corpus são referidos em seção específica ao final do texto e foram coletados nos sites das principais instituições espíritas do país: a Federação Espírita Brasileira (Feb), seguindo depois por todos os sites que ela vincula na aba “Movimento Espírita”; a Confederação Espírita Pan-Americana (Cepa); e textos afins que tiveram ampla circulação em redes sociais nesse período por parte de coletivos não institucionalizados.
Miguel (2009; 2012), dentre outros, já constatou quão político é o posicionamento “neutro” dos espíritas no Brasil. O autor analisou os posicionamentos institucionais espíritas em diversos episódios e contextos históricos durante o século passado. A diferença, no presente trabalho, está no contexto social atual e na abordagem metodológica. De lá para cá, as condições da semiose têm progredido de uma “sociedade dos meios” (na qual os campos sociais são mediados pela mídia) para uma “sociedade em vias de midiatização” (na qual a cultura da mídia perpassa instituições, mídias e atores sociais) (Fausto Neto, 2008).
De modo prático e aplicado ao caso de pesquisa, isso significa que a circulação de sentidos oriunda de posicionamentos espíritas sobre política ganha dinamicidade e relevância analítica à medida em que diversas instituições, mídias e atores sociais se apropriam da cultura midiática, pelo uso da internet e de outras formas pelas quais adquirem ou respondem a competências comunicativas.
Dois questionamentos centrais se configuram no presente estudo: Como os posicionamentos espíritas sobre política circularam no período eleitoral de 2018? Até que ponto a atualização dessa circulação possibilita aberturas para uma cidadania comunicacional no contexto espírita?
Para isso, recupera-se a relação entre espiritismo e política no desenvolvimento do pensamento espírita e no movimento social a ele correspondente, da França ao Brasil, localizando a centralidade da caridade como tema catalizador das discussões políticas. Em seguida, apresenta-se a abordagem teórica da midiatização, desenvolvendo os temas da circulação e da cidadania comunicacional, úteis à análise. A reflexão metodológica busca colecionar indícios no corpus constituído a fim de perceber como se organiza seu sistema de circulação e problematizar a relação entre espiritismo e política.
[…]
Publicado no Facebook em 02 de Novembro de 2020.
Texto completo em:
Imagem: página Espíritas à Esquerdahttp://compolitica.org/…/revista/article/view/400/272REF/Link?http://compolitica.org/revista/index.php/revista/article/view/400/272?fbclid=IwAR0Cmjsx9Gj0CzHWlA07JP75WNquMgApQe5TmmpNjmsG887sWQ3iVQnMZsI
Imagem: retrato da postagem na página do blogue DCM.
Já virou hábito o ataque sistemático dos bolsoespíritas à página “Espíritas à esquerda” e aos seus perfis nas demais redes sociais. E jamais houve sequer interesse em responder suas manifestações de ódio e incoerências argumentativas. Um famoso médium, por exemplo, citou esse coletivo em congresso espírita para atacá-lo e fazer associações incoerentes e raivosas. Jamais houve resposta.
Mas ataques vindos do próprio campo das esquerdas ao coletivo e a alguns de seus membros é inusitado e surpreendente.
Sim, o blogue, que se diz progressista, Diário do Centro do Mundo resolveu publicar texto em que ataca… a esquerda espírita.
Talvez o mais adequado fosse simplesmente calar diante da agressão tosca e gratuita, feita por meio de texto mal ajambrado e mal escrito. Mas houve a citação de membros do nosso coletivo, o que se caracteriza como injúria ou difamação.
Não se sabe a intenção por trás da sórdida publicação, mas o fato de o blogue ter dado espaço a esse tipo de ofensa soa, no mínimo, estranho. Um texto copiado de outro blogue, sabidamente mal intencionado.
Mas, aos fatos: o texto acusa a esquerda espírita de ser incoerente com aquilo que prega o movimento espírita brasileiro, pois esse seria de direita, enquanto a proposta original kardecista seria de esquerda. Bem, quanto a isso, não há incoerência alguma, pois é exatamente isso que se escreve e divulga pela esquerda espírita a todo momento. Talvez o autor, escondido sob pseudônimo, não conheça muito bem o que hoje se entende como espiritismo progressista. Apenas essa bobagem sem tamanho já seria suficiente para caracterizar o texto como de má-fé ou, quiçá, de profunda ignorância sobre o que pretendeu falar.
Depois o autor cita nomes do coletivo para chamá-los de “aberrações”, porque estariam tentando convergir propostas díspares e inconciliáveis. Não sabe o autor, mais uma vez, que não há em nenhum momento essa tentativa por parte do nosso coletivo. Argumenta que o espiritismo brasileiro é seguidor de Chico Xavier e que isso o torna intrinsecamente de direita, pois Chico seria “um católico da linha medieval” e sua mediunidade mera esquizofrenia.
Não vale discutir as críticas pouco elaboradas em relação a Chico, não só porque não é proposta do coletivo entrar em querelas de ordem personalista em relação a médiuns, autores ou divulgadores espíritas, mas também porque o coletivo acredita que a crítica a qualquer proposta deve-se pautar pela discussão de ideias, não de ataques pessoais.
A esquerda espírita é libertária por excelência e nenhuma crítica, seja a quem for, inclusive a médiuns famosos, é vetada ou censurada, desde que venha fundamentada e sem ataques pessoais. Ressalta-se também que dentre as características da esquerda espírita encontra-se a aversão à adoração de ídolos, ela é iconoclasta por excelência. Mas parece que o autor não se deu conta disso em seus desarrazoados. Cabe também lembrar que o único exemplo seguido pela esquerda espírita é a da revolucionária proposta de transformação da sociedade trazida por Jesus e que, por defendê-la, foi morto pelo estado e acusado injustamente pelo “establishment” da época.
Depois, seguindo em suas bobagens, o autor insinua que a esquerda espírita, por seguir o movimento espírita brasileiro de direita (??), seria também adepta da ideia de que os “fortes prósperos estão autorizados a esmagar os mais fracos” e que os pobres serviriam apenas para a prática alienada da caridade material.
Aqui cabe uma breve digressão: o coletivo “Espíritas à esquerda” tem como projeto último o engajamento de seus membros na transformação da injusta realidade social em que se vive. Os grupos estaduais do coletivo têm promovido diálogos e discussões virtuais para construir justamente uma proposta de ação-reflexão que coloque o movimento espírita no rumo da radical mudança da sociedade. Estudos de textos e de experiências nesse sentido têm sido também promovidos. Portanto, acusar a esquerda espírita de ser adepta das tolices proferidas no texto em análise soa, mais uma vez, má-fé ou ignorância. Jamais se defenderia a bobagem escrita no artigo. Aliás, já se acusou a esquerda espírita de ser tudo: marxista, socialista, comunista, antiespírita etc., mas de alienada e a favor do status quo é inédito, injusto e mentiroso.
Por fim, depois de destilar dificuldades cognitivas em texto mal costurado, o autor conclui afirmando que “o suposto esquerdismo do ‘espiritismo’ brasileiro é uma farsa”.
Farsa, pode-se dizer, é esconder-se sob pseudônimo para atacar algo que, por óbvio, o autor desconhece. No mais, a conclusão é uma pérola de mau gosto textual e de mais ofensas aos membros do coletivo.
Como dito no início, as ofensas feitas ao coletivo e a seus membros costumam ser ignoradas. Mas como essa partiu de um veículo de “esquerda”, fica o registro indignado pela clara má-fé e pelas intenções escusas que se escondem nesse libelo de mau gosto e de mentiras.
Fica o convite a quem quiser participar do projeto de transformação da realidade social e do movimento espírita apresentado por meio de textos publicados nos perfis do coletivo nas redes sociais e também no blogue “Diálogos da Fé” da CartaCapital.Publicado no Facebook em 25 de Outubro de 2020Ref/Link: publicado originalmente no Faxina Espiritual
A vacina CoronaVac, criada pelo laboratório chinês Sinovac, e que será produzida no Brasil por meio da parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo, já está na última fase de testes –é uma das mais avançadas–, e tem tido, até então, bons resultados na imunização dos voluntários vacinados. Ou seja, as expectativas em relação a essa vacina são muito promissoras.
Imagem: Shuttersctock
Diante do drama mortal vivido pelo mundo por conta da pandemia do novo coronavírus, qualquer vacina que se torne apta ao uso pela população global, após passar pelos necessários testes e validações científicos, será como uma bênção de cura e a etapa de superação do problema que já se arrasta por mais de seis meses.
Por isso, nesse momento de grave crise de doença e morte, todos os governos do mundo, em todas as esferas de poder, devem unir suas forças e ações no sentido de distribuir e aplicar o mais rápido possível qualquer vacina, independente de sua origem, que se torne a solução cientificamente aprovada desse problema.
Pois o (des)governo do inominável vem seguindo justamente o caminho inverso daquele que se deveria esperar de equipe gestora dum estado qualquer.
O chefe da quadrilha miliciana e corrupta tem ratificado, repetidas vezes, sua criminosa posição de não criar mecanismos para induzir a vacinação em massa da população, o que certamente prolongará o drama da saúde pública no Brasil causado pela sombria pandemia. É a necropolítica em seu estado puro.
Causou um rasgo de esperança ouvir o militar da saúde, aquele que sequer sabia o que era o SUS, afirmar que o Brasil compraria, por meio do governo federal, mais de 40 milhões de doses da CoronaVac. Mas, como tudo que vem do crime organizado instalado no poder central, a esperança logo se esvaiu, pois o energúmeno presidente tratou de desautorizar o militar na saúde, insinuando inclusive uma possível traição.
E por que o incapacitado presidente tem tal postura contra o povo brasileiro, forçando-o a viver sob a sombra da morte e da dor? Porque a vacina, voilà, é chinesa e a articulação foi feita por um seu atual desafeto político, antigo aliado, o governador do estado de São Paulo.
Caso a vacina do laboratório Sinovac alcance a necessária aprovação da comunidade científica, como parece que ocorrerá em breve, o brasileiro estará impedido de acessar a cura para a devastadora doença, que já matou mais de 155 mil pessoas no Brasil, porque o presidente eleito pela mentira e pelo ódio simplesmente não o quer por doentios cálculos eleitorais e políticos. Seu patético papel diante de tão grave problema mereceria, caso fosse esse um país sério, o opróbrio da sociedade e a sua condenação pelos demais poderes da República.
Mas o drama e a vergonha não param por aí: em muitos perfis de espíritas famosos vê-se a defesa dessa ignomínia e a adesão cega à campanha contra a vacinação do povo brasileiro. Essa estranha gente, carinhosamente chamada de bolsoespírita e que se diz defensora da vida, associa-se ao culto da morte e da dor de forma lânguida e irracional. Médiuns, cantoras, palestrantes, escritores de livros mediúnicos, dirigentes, parece que esse mal se alastrou como uma crise da razão e dos sentimentos entre essas pseudocelebridades descuidadas e que deixaram revelar o que de pior existe na alma humana.
Que venha a vacina, seja ela chinesa, paulista, russa ou marciana. Se passar pelas etapas indispensáveis do processo científico, que cumpra seu papel de curar a humanidade desse mal global. E que os desequilibrados, os ignorantes, os oportunistas e os cheios de ódio não sejam uma barreira na libertação dessa doença.
Publicado no Facebook em 21 de Outubro de 2020.
Imagem: Arte elaborada a partir da arte original da Folha de S. Paulo.
A Lava-Jato é sabidamente um partido político, um partido que se aliou ao que existe de mais corrupto e criminoso em nossa republiqueta laranjeira, e com a única finalidade de colocar a extrema-direita protofascista no comando dessa infeliz e solapada nação.
Juízes, procuradores, policiais e demais integrantes dessa farsa jurídica atuaram criminosamente apenas para impedir a volta da centro-esquerda ao poder após o golpe de 2016. E conseguiram, com o apoio do grande capital nacional e da grande imprensa cooptada e também corrupta.
Agora que o trabalho já foi entregue, e alguns membros dessa farsa jurídica já fogem para o exterior (como não lembrar dum fascinado médium afirmando se tratar de um “venerando”?) para usufruir dos proventos de seus sórdidos serviços contra a sociedade brasileira, a marionete miliciana alçada ao poder por esse esquema corrupto e criminoso agora se sente à vontade para afirmar que essa “operação” acabou.
Triste é ver esse farsante corrupto, rei das rachadinhas e do crime organizado no poder, afirmar que em seu (des)governo não há mais corrupção. Na verdade, essa quadrilha ora no comando federal tem quase todos os seus membros investigados por crimes diversos, golpes financeiros e associações com o crime organizado. É um pacote completo da mais pura corrupção e da mais abjeta imoralidade social.
Será que os bolsoespíritas, também fascinados com a ação da “Farsa-Jato”, ainda consideram esse corrupto, misógino e racista um messias enviado? Como será que os “médiuns de direita”, como anunciado por grande revista de circulação nacional, veem agora a pilhagem organizada sobre os cofres federais?
Nessa onda protofascista, apoiada por grande maioria dos “espíritas de bem”, esse governo federal, e muitos dos governos subnacionais, tornaram-se apenas escritórios do crime organizado.
Arte elaborada a partir da arte original da Folha de S. Paulo.Publicado na Página do Facebook.
O ex-juizeco tucano de Curitiba, também conhecido como o marreco de Maringá, anunciou pelas redes sociais que tem projetos para deixar o país e viver com sua família no exterior[1].
Sua missão está cumprida. O ex-ministro fascistoide fez aquilo que se propôs a fazer: destruir a indústria nacional e, em especial, a Petrobras.
Suas ações sempre foram pautadas pelo interesse do Império e sua íntima relação com agências e prepostos estadunidenses jamais foi segredo[2]. Vale lembrar todo o seu “treinamento”[3] nos Estados Unidos anterior ao infame projeto de suicídio nacional conhecido como “Lava-Jato”. Seu papel na recentíssima história brasileira foi o de intermediário entre os objetivos do grande capital sobre o mercado e as riquezas nacionais e a agenda política para a construção dessa estratégia imperialista.
Além de ter sido o instrumento para o afastamento do maior líder político popular dessas terras arrasadas pelo ódio plantado e pelo capital predador, o lacaio do Império, travestido de juíz e depois ministro, agiu como agente fomentador da destruição da maior empresa brasileira, a Petrobras, que agora, com o aval do STF –como não lembrar do “com o Supremo, com tudo”, do criminoso Jucá–, será vendida em fatias para o grande capital, impedindo o Brasil de continuar seu projeto político de independência econômica e de desenvolvimento social.
A recente decisão do STF, após o sucesso absoluto do projeto entreguista a que se dedicou o lacaio ex-juizecobolsonarista, é uma pá de cal sobre os escombros duma sociedade sonhada para todos.
Essa gente vendida, cooptada e desinteressada das questões nacionais agora pode receber seu pagamento vivendo no exterior.
Publicado no Facebook em 07 de Outubro de 2020.
Notas:
[1] https://www.brasil247.com/…/moro-ja-vai-tarde-diz-pml…
[2] https://apublica.org/…/no-ministerio-da-justica-sergio…/
[3] https://www.brasildefato.com.br/…/wikileaks-eua-criou…/
Quando se fala na proposta libertadora de Jesus, deve-se colocá-la dentro do contexto em que ela foi anunciada, conforme se pode ler nos textos neotestamentários.
Para melhor compreender a proposta da liberdade que se conquista a partir do conhecimento da verdade, é preciso buscar o fulcro do anúncio trazido por Jesus. Ao anunciar a verdade, o que propôs aquele homem há dois mil anos? O que se pode esperar a partir desse anúncio feito em meio a pobres, famélicos e deserdados?
A alma da mensagem trazida por Jesus pode ser resumida pelo anúncio do “Reino”. O “Reino”, que não é desse mundo de miséria, exploração, opressão e injustiça, é o que move todos os discursos e ações feitos naquele cenário palestino de pobreza e desigualdade.
E esse anúncio traz consigo, como um bom professor o faria, a motivação e os caminhos para a consecução desse “Reino” entre nós. Essa nova sociedade anunciada –porque “evangelho” é justamente o anúncio, a mensagem, a novidade– seria então um espaço de prática de justiça social e fraternidade, onde todos teriam o necessário e ninguém teria em excesso, onde a justiça reinaria e a mansidão se faria sua herdeira. Assim foi anunciado naquele momento em que ele subiu ao monte para falar.
E esse é o ponto em que se pode então compreender a proposta da libertação trazida por aquele homem profundo e sábio: a libertação de todos a partir da transformação da realidade social que é responsável pela opressão e pela exploração do homem pelo homem. E só o fim desse sistema opressivo será capaz de efetivamente trazer a liberdade anunciada nos seus ensinos.
A transformação da realidade social de opressora e exploradora para justa e fraterna é a libertação do homem. De todos os homens. E essa libertação só se efetivará a partir da tomada de consciência do oprimido e explorado do seu lugar nessa estrutura social que o impõe a subserviência e a iniquidade. Só a conscientização daquele que sofre as consequências cruéis da opressão, que se podem traduzir em fome, ignorância, doença e indignidade, será capaz de transformar a realidade, pois essa mudança jamais ocorrerá a partir daquele que oprime.
Imagem da Página: Espíritas a Esquerda
E a libertação do oprimido, por meio da superação da sua alienação social, é a condição para a libertação do opressor, que também se encontra, muitas vezes, alienado da sua condição de explorador. Assim, apenas por meio da conscientização do oprimido se é capaz de libertar todos os homens e mudar as estruturas que os reduzem a meras engrenagens produtivas.
Por isso a mensagem de libertação de Jesus é dada aos pobres e desgraçados do mundo, pois é deles, e apenas deles, o papel revolucionário da conquista do “Reino”.
Em sua tarefa iluminada, o homem Jesus dedicou seus momentos proféticos a falar com essa gente, a retirar dela o véu da ignorância que aliena as consciências submissas e conscientizá-las da sua árdua tarefa de lutas e mudanças, que seriam então traduzidas numa nova realidade, num novo “Reino” que não é desse mundo de dores, injustiças e opressão.
Os espíritas, como seguidores dessa mensagem e aliados dessa proposta de transformação radical das estruturas que exploram e oprimem, devem-se sentir motivados a lutar pela implantação desse “Reino”, fazendo um pouco aquilo que o ilustrado professor há dois mil anos fez com tanto brilho: colocar-se como instrumento e ferramenta para conscientizar e libertar aqueles que são as vítimas desse mundo velho que insiste em fazer morada entre os homens.
Não há caminho possível, e essa é a mensagem profunda e libertadora de Jesus, para a transformação humana que não seja por meio do trabalho, ao mesmo tempo miúdo e extenso, na luta pela conscientização do oprimido. Não, não há outro caminho, e é apenas nele que os espíritas e suas instituições deveriam atuar como seguidores dessa mensagem, preparando-se da melhor forma para essa tarefa libertadora.
Publicado no Facebook em 15 de Outubro de 2020.